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Publicado: 28/08/2017 em Poemas

Eduardo Parrucci

Quem me conhece, ao menos um pouco, sabe da minha necessidade de expressar em palavras aquilo que, nem sempre, sou capaz de dizer em voz alta.
Eu sempre me pego pensando sobre o quanto de mim sou EU de verdade. O quanto eu permito que vejam do que me formei. O quanto me nego ou deixo de dar aos outros e se, de fato, é dessa forma que devo lidar comigo e com o mundo.
Atrelado a isso é constante em meus dias tentar analisar se sou feliz. Não felicidade em um sentido pleno, inatingível, mas se sou feliz com as escolhas que fiz, com a pessoa que sou, que me tornei.
De certa forma, acredito em ser humano mutante, sem deixar de validar aquilo que, em mim, já se tornou imutável… À minha maneira, às vezes brincalhão demais, sério em excesso ou bobo por natureza, de momentos de rispidez ou até mesmo grosseria, vou tentando moldar o meu cotidiano de acordo com o que me faz ficar mais leve.
Quando me dizem “Nossa, como você é educado”, ou simplesmente respondem ao meu bom dia, lembro de algumas centenas de conselhos e sermões que escutei desde criança…
“Filho, não pegue o que não é seu”.
“Agradeça ao seu tio”.
“Obedeça a professora”.
“Respeite os mais velhos”.
Na memória, as frases ditas soam como memorandos. No peito, a gratidão de que, mesmo um pouquinho, sou alguém em quem as pessoas observam algo de bom, é imensa.
Não, não sou e nunca fui o melhor filho, irmão, tio, amigo ou namorado… Me ausento, perco a paciência, fico irritado e faço drama… e como faço!
Mas me alegra saber que quem eu fui, em determinado momento da vida, percebeu a necessidade de mudar. Me acalenta a alma pensar em meus pais, à quem devo tanto e muito mais do que palavras podem expressar, sempre que recebo algum elogio, afeto e carinho.
Ontem, 27 de agosto, exatamente às 22h35, faltando pouco mais de 1h para completar meus 31 anos, novamente me pus a escrever. Escrever sobre o que fui, o que sou. Não porque tenha grandes arrependimentos sobre as coisas que não fiz, pessoas que deixei ou histórias que vivi, mas porque me sinto grato.
Grato por mais um ano, grato por tantas vidas que passaram por mim e de tantas outras pelas quais eu também passei. Grato, principalmente, à tantos infinitos que o tempo me deixou criar.
E hoje, às 22h e tantas, já com meus 31 completos, me sinto grato por ter ainda mais histórias pra contar. Às amizades novas que conquistei, à algumas antigas que reatei e tantos outros pequenos momentos de felicidade que pude viver.
Grato pelas mensagens, pelos beijos e tantos outros pequenos mimos recebidos que, em conjunto, se transformam numa teia de sentimentos bem quistos.
Sou grato também pelos abraços…
Abraços que me aqueceram o peito e fizeram com que meu sorriso saísse mais fácil, mais leve. Alguns já devem ter notado e a outros eu contei, mas se há algo nessa vida que aprendi a apreciar, são abraços.
Então, texto que se atualiza enquanto leio e pessoas que aguentaram até aqui, mesmo àqueles que a ausência se fez em silêncio, Obrigado.

Não há perfeição no que se refere ao ser humano, mas há sim, em meu mundo, um infinito de seres imperfeitos que me fazem buscar, a cada página escrita da minha própria história, um sorriso pra cada dia.

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comentários
  1. Patrícia disse:

    Edu, mais um momento seu que conheci agora é estou radiante e agradecendo a Deus por tê-lo como amigo! Parabéns ! Lindo o seu coração!

  2. Andrea Paiva disse:

    Só amo 💕

  3. Ana disse:

    Cunhado Lindo…😘

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